Se solto, julgamento de Evanio Prestini pode demorar por anos

Na próxima quinta-feira (23), ocorrerá a segunda audiência de instrução do caso em que Evanio Wylyan Prestini, de 31 anos, que foi preso por dirigir embriagado um Jaguar F-Pace e colidir com um Fiat Pálio, na BR-470. O acidente resultou em duas mortes e deixou três jovens feridas, sendo preso em flagrante.

O acidente aconteceu no dia 23 de fevereiro, e o dia da audiência ocorrerá exatamente na data que marca os três meses da perda de Suelen Hedler da Silveira, de 21 anos e Amanda Grabner Zimmermann, de 18 anos.

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A audiência que será realizada para que o Ministério Público, a defesa e o juízo indaguem ao réu sobre a situação em que ocorreu o acidente deve ser mais uma vez marcada por manifestações de amigos, familiares e populares, que lutam por justiça e para que Evanio seja submetido ao Júri Popular pelos crimes de duplo homicídio e três homicídios tentados por dolo eventual, como quer o Ministério Público de Santa Catarina.

Neste dia 23 há possibilidade de um pedido de soltura do acusado, ou então o juízo terá que se pronunciar sobre a manutenção da prisão ou não na sentença de pronúncia, que deve acontecer na primeira quinzena de junho, quanto o magistrado(a) que estará com o caso terá que se pronunciar se Prestini continuará preso ou se terá o direito de responder ao processo em liberdade.

Na tarde de ontem (20) a promotora Andreza Borinelli afirmou numa entrevista exclusiva com o Notícias Vale do Itajaí, que se caso o réu passe a responder em liberdade há possibilidade de que o julgamento demore muito para acontecer, apesar de que acredita com convicção de que ele seja submetido ao Tribunal do Júri. “Temos casos aqui em Santa Catarina que os julgamentos demoraram cerca de 10 anos, já que os réus responderam em liberdade.” disse a promotora.

“Aqui em Gaspar o julgamento de Eduardo Hirt, que tirou a vida de de três pessoas na BR-470, em junho de 2007 só aconteceu em outubro de 2017. Lucas Ricardo Spernau, que tirou a vida de outras três pessoas no trânsito de Balneário Camboriú, só terá julgamento esse ano.” relatou Borinelli para comparar a provável demora do julgamento de Prestini caso seja solto. “Quando um réu permanece preso, o processo ganha prioridade no judiciário” explicou.

Foto: Jefferson Santos / Notícias Vale do Itajaí

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