Polícia Civil prende 15 pessoas em operação contra desvios na Saúde em cidades do Vale do Itajaí

R$ 8 milhões desviados da saúde pública de duas cidades do Vale do Itajaí. Isso é o que estima a Polícia Civil com base nas informações colhidas por conta de uma operação que resultou na prisão temporária de pelo menos 15 pessoas nessa terça-feira (15) em Penha e Itapema. Os trabalhos de investigação está sendo comandado pela Divisão de Combate a Crimes Contra o Patrimônio Público (DCCPP/Deic) e pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/Deic), com o apoio do Ministério Público (MPSC) e do Ministério Público de Contas (MPC).

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De acordo com as informações divulgadas pela Polícia, além das prisões houve ainda o cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em Penha e Itapema, em outras cidades como Balneário Piçarras, Joinville, Garuva, Timbó, Balneário Camboriú, e Sinop no Mato Grosso. Cerca de 80 policiais foram empenhados para a tarefa, tudo coordenado delegado Marcus Fraile, da Divisão Estadual de Investigação Criminal (Deic), que informou que as fraudes ocorreram entre os anos de 2011 e 2016. Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação da investigação denominada Operação Sutura apurou que um sistema funcionava da seguinte forma: as prefeituras possuíam um convênio com a organização social, porém muitos dos serviços que constavam na prestação de contas não eram efetivamente prestados. A organização social, cujo responsável também é dono do Hospital Nossa Senhora da Penha, contratava supostos serviços com empresas que emitiam notas, porém o dinheiro, no fim das contas, retornava aos responsáveis por essa organização.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, ao todo, haviam três núcleos envolvidos nas fraudes e as prefeituras repassaram quase R$ 23 milhões para a organização social investigada. Desse total, acredita-se que até 40% possa ter sido desviado. A investigação começou há dois anos, por uma orientação do MPSC e do MPC, que desconfiam de que agentes públicos, coniventes com o esquema estavam recebendo propina através de um esquema. e que empresas emitiam notas fraudulentas de serviços que sequer chegavam a ser realizados.

Além das prisões e dos materiais e documentos apreendidos durante o dia de hoje, foram sequestrados bens dos investigados, que são avaliados em R$ 1,5 milhão. Para a conclusão do inquérito o delegado pediu 30 dias, tempo que servirá para tomada de depoimentos, por exemplo. As prisões temporárias têm um prazo de cinco dias, podendo ser prorrogados por mais cinco.

Foto: Divulgação / Polícia Civil

 

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