Moisés veio a Blumenau para passear?

São menos de três meses de governo, é claro, mas a espera do governador Carlos Moisés da Silva – eleito com expressividade no Vale do Itajaí – era grande e sua vinda a Blumenau nesta quarta-feira (13) certamente decepcionou a quem esperava por boas novas em relação a anúncios de investimentos.

Moisés chegou no fim da manhã, participou de um almoço com alguns políticos e empresários da região e no início da tarde seguiu para uma reunião com portas fechadas na Prefeitura da cidade. Logo mais foi até o Hospital Santa Isabel (HSI), onde conheceu os trâmites e as instalações cirúrgicas para transplante de órgãos e seguiu para uma coletiva de imprensa.

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Na coletiva, o governador respondeu a poucas perguntas, de forma coletiva, apenas 4 e se alongou nas respostas – vazias – como todo político sabe fazer, na tentativa de usar o tempo com a fala, evitando indagações que o possam deixar em “saia justa”. Logo depois Moisés foi até a fábrica de uma cerveja da cidade e a noite seguiu para o Festival Nacional da Cerveja, na Vila Germânica onde passou algumas horas.

Na Prefeitura de Blumenau, Carlos Moisés assinou a renovação de um convênio de transporte escolar da rede pública, na cara de R$ 950 mil e recebeu demandas do Município, da FURB (Universidade Regional de Blumenau) e a solicitação de apoio junto ao governo federal para obras de duplicação da BR-470, principalmente por parte dos empresários, representados pelo conselheiro da Associação Empresarial de Blumenau.

Já na coletiva, o mandatário disse que não faria nenhum tipo de promessa e tão pouco anunciou qualquer tipo de investimento para a região. Indagado pelo colega Alexandre Gonçalves, do Informe Blumenau sobre o que Blumenau pode esperar de seu governo, Moisés não concretizou nada em sua resposta resumindo que não veio a cidade para fazer promessas.

“A gente conhece os pleitos, formaremos um grande time… para que nos unamos para solicitar ao governo federal para conclusão desse trabalho” disse o governador em relação a BR-470. Referente a economia e obras ele falou que “os estados não tem hoje orçamento para fazer escolhas, estão praticamente todas carimbadas, com um percentual para saúde, uma parcela para edução, não sobra para infraestrutura… nem para segurança pública também…” explicou

Sentado numa mesa composta de autoridades como o prefeito, diretor do HSI, o “anfitrião”, deputado estadual Ricardo Alba, de seu partido o PSL, sem considerar a presenta de outros dois legisladores estaduais. Ivan Naatz, do PV, também de Blumenau, não foi chamado para a mesa. Além disso Laércio Schuster (PSB), de Timbó, acabou não participando da coletiva e houve rumores que ele também foi deixado de “escanteio” antes mesmo da ida ao hospital.

Fotos: Wellington Civiero / NW Blumenau

Ao falar sobre a vinda do governador sem anunciar investimento Naatz comentou que Moisés veio para se apresentar aos blumenauense e ouvir as demandas da cidade. “De fato, efetivamente, o governador não trouxe novidade alguma, assinou um convênio que já estava vencido… confesso que fiquei um pouco decepcionado…” relatou o parlamentar.

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