Juiz Leonar Bendini Madalena dá prazo para acusação e defesa se manifestarem sobre laudo no IGP no caso Jaguar

Apesar de ter dito ao Notícias Vale do Itajaí que “a princípio, permanece tudo como está…” o juiz Leonar Benidini Madalena, da Vara Criminal de Gaspar, deu prazo de 24h para o Ministério Público, para assistentes de acusação e para a defesa de Evanio Wylyan Prestini se pronunciarem sobre o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), que inclui dados do módulo SDD do veículo Jaguar, informações que foram fornecidas pela própria fábrica do veículo que apontou que – além de embriagado – estava acima da velocidade permitida na BR-470, local onde duas jovens perderam a vida num acidente de trânsito em fevereiro deste ano.

Prestini é acusado de duplo homicídio e três tentativas de homicídios e a previsão era que nesta quarta-feira (29) o magistrado se pronunciasse no processo, quanto a manutenção da prisão de Evanio, quanto se o caso seria ou não submetido ao Tribunal do Júri. Mas por consideração a nova informação, inserida pelo IGP, o magistrado entendeu que “num juízo de prudência e para evitar qualquer alegação futura de nulidade, as partes devem ter a oportunidade de se manifestar a respeito” da nova prova, que para Leonar é de “extrema importância” e que “desse modo, os princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal” fiquem mantidos.

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O juiz também levou em consideração a colocação da defesa que informou que “foi surpreendida” pelas informações do laudo do IGP. Na Na noite de segunda-feira (27) o advogado de defesa, Nilton João Macedo Machado, afirmou que apesar da nova informação, não pediria mais nenhum prazo para analisar a nova informação e que o laudo não interferiria em nada na sua programação, mas não deixou de mencionar os novos dados nas suas alegações finais.

Com esse prazo inserido, Madalena pode deixar o caso, já que a juíza titular da Vara, Camila Murara Nicoletti, que estava realizando um curso no exterior, deve voltar aos trabalhos ainda essa semana e a partir daí passa a ser dela a análise e Sentença de Pronúncia no processo, cabendo a decisão da manutenção da prisão do acusado, da possibilidade de responder ao processo em liberdade e também se o caso será ou não submetido ao Júri Popular.

Foto: Jefferson Santos / Notícias Vale do Itajaí

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