Idolatria continua viva 25 anos após a morte de Senna

da ANSA

Por Renan Tanandone – Ayrton Senna é considerado por muitos o melhor piloto de todos os tempos. Sua genialidade dentro de um carro de F1 marcou uma geração. O que ninguém previa era que um trágico acidente no circuito de Ímola, na Itália, interromperia sua brilhante carreira. A morte do tricampeão mundial completa 25 anos nesta quarta-feira (1º), mas seu legado continua vivo na memória dos brasileiros.

No dia 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, Senna perdeu o controle de sua Williams na curva Tamburello e bateu violentamente contra o muro de concreto. O acidente comoveu os espectadores, e a despedida do polêmico e carismático piloto brasileiro foi acompanhada pela televisão por milhões de pessoas.

Mesmo 25 anos depois de sua morte, Senna continua sendo garoto-propaganda de diversas marcas, como da empresa suíça TAG Heuer. O nome do piloto também foi estampado no terceiro uniforme do Corinthians, seu clube de coração. Na ocasião, a Nike revelou que as vendas da camisa tiveram um “sucesso estrondoso”.

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O brasileiro também serviu de inspiração para automóveis, como o supercarro esportivo McLaren Senna, lançado em março de 2018, e a moto Panigale S Senna, da Ducati, com apenas 161 unidades, número de corridas disputadas pelo tricampeão mundial na F1, à exceção do GP de San Marino de 1994.

Senna também foi chamado pelos fãs do automobilismo de “Rei”, assim como Pelé. Uma pesquisa realizada em São Paulo no ano de 2014 revelou que ele era considerado pelos paulistanos o maior nome do esporte brasileiro, com 47% dos votos. O ex-jogador do Santos ficou em segundo, com 23%.

Ainda segundo a pesquisa Celeb Score, realizada pelo Ibope e que avalia o interesse do público por celebridades, Senna foi considerado uma das personalidades mais relevantes do Brasil. A imagem do ex-piloto foi reconhecida por 96% dos entrevistados.

“Provavelmente nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao esporte e dado mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos, uma determinação espantosa”, escreveu a emissora “BBC”, que considera Senna o melhor piloto da história da F1.

Em entrevista à “Agência Lusa”, o piloto Pedro Lamy, que no GP de San Marino dirigia pela Lotus, relembrou o acidente de Senna.

“Só tive a confirmação da morte quando fui ao hospital, no fim do dia. Já havia alguns comentários, mas ninguém queria acreditar. Ayrton Senna era um piloto diferente, era apelidado de ‘Mago’. Tinha uma magia dentro dele, era o melhor. Ele próprio repetia várias vezes que tinha nascido para ser o melhor”, afirmou.

Com apenas 34 anos, Senna morreu no auge da carreira. O piloto disputou 161 GPs e correu pelas equipes Toleman, Lotus, McLaren e Williams. O brasileiro também contabiliza 41 vitórias, 80 pódios e 65 pole positions, além de ter vencido os mundiais de 1988, 1990 e 1991.

Para homenagear o ídolo brasileiro, o autódromo de Interlagos, em São Paulo, receber nesta quarta o Senna Day Festival, que contará com diversas atrações esportivas e culturais.

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